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A Exclusão do lado Esquerdo do Tonal

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“Todo ser vive em duas realidades simultâneas. Uma é a do seu corpo sutil, a outra a do seu corpo físico, mas em geral só conseguimos estar conscientes de uma delas de cada vez. Somos orgânicos e inorgânicos, masculino e feminino, pessoais e holísticos. Todo ser humano vem munido de um duplo sistema, cujas partes podem ser chamadas de sistema do lado esquerdo e sistema do lado direito. O sistema do lado direito é de energia densa e composto pelo lado direito do corpo ativo e o lado esquerdo no apoio, e o sistema do lado esquerdo de energia sutil e composto pelo lado esquerdo do corpo ativo e o direito no apoio.

Há muito tempo atrás, como ensinou o velho nagual Elias, a humanidade como um todo começou a se mover do conhecimento silencioso para a razão. Esse intento só se reafirmou continuamente desde então, e levou, com o tempo, a um domínio total do sistema do lado direito. Não estamos falando de ideologias sociais e sim de fatos energéticos. Isso levou os seres humanos a adquirirem um sentimento cada vez mais acentuado de sua separação, que culminou com o tempo em aplicarem a mesma divisão nos dois lados do corpo, se especializando em um e relegando o outro à passividade. Esse desequilíbrio se transformou em um domínio do Masculino dentro de cada ser sobre o Feminino, que começou como uma divisão de papeis ativo e passivo entre os sexos e levou com o tempo a um domínio do coletivo masculino sobre o coletivo feminino e da descrição de mundo do tonal sobre os sonhos e a criatividade.

Isso se manifestou coletivamente de diferentes formas – desde a Inquisição, o Patriarquismo, as guerras baseadas no poder material, as opressões étnicas, o desenvolvimento da ciência, as hierarquias nas igrejas e religiões, o acumulo de riquezas enormes pelos mais intensamente dominados por essa mentalidade. Quanto mais os seres humanos adquiriram um sentido acentuado de sua separação, mais poder adquiriram no âmbito do tonal, mas mais inconscientes do lado esquerdo se tornaram. A ponto de hoje, termos mais de 90% da população destra, e não surpreendentemente quase que totalmente incapaz de lidar com o feminino; e mais presa no sentimento de separação e desconexão com o todo do que nunca. Nossa sociedade se moldou a esse desequilíbrio, sendo feita quase que toda para pessoas destras e para a energia masculina. Os mais velhos devem saber ou conhecer histórias sobre como o “canhotismo” foi duramente reprimido.

A entrada para o lado esquerdo, nosso caminho para o Poder, fica bloqueada em todos os seres humanos pelo acumulado de “podres” pessoais, as sombras do lado direito, todos os medos, projeções, ódios, complexos que o lado direito nega em si mesmo e projeta e “joga” para o esquerdo. Em outras palavras, jogamos nossos podres pra debaixo do tapete no subconsciente ou inconsciente, e tentamos nos conscientizar apenas das coisas que aprovamos em nós. Em tudo se repete essa dicotomia: separamos as coisas em duas partes, uma tentamos apagar, e a outra exaltar.

Mesmo com isso tudo o sistema do lado esquerdo continua existindo. Mas em geral, como uma planta que pouco foi regada, não amadurece a ponto de adquirir consciência de si mesmo.

Os naguais, ou seres de 4 e também de 3 pontas, como todos os seres humanos, também foram compelidos a usar apenas a conscientização do lado direito. No entanto, pelo fato de terem o compartimento direito dividido em duas partes, mantêm uma intuição natural da nossa dualidade e são compelidos a buscar pela possibilidade da liberdade.

Os seres de 2 pontas, que tem o corpo de energia dividido em dois compartimentos, e que usam exclusivamente o sistema do lado direito, se vêem em um movimento cíclico vicioso, completamente desconectados do Espírito e do regulamento pois a visão consensual de mundo se torna totalmente absorvente.

A boa notícia é que uma vez que se intenta colocar o 2o compartimento em funcionamento no tonal, e vice-versa, pouco a pouco vamos recuperando a perspectiva correta da nossa totalidade e o fio da meada para a liberdade.”

– Tito Roman

A Morte não quer matar ninguém

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“A Morte Não Quer “Matar” Ninguém!

Segundo o Poço do Saber da Terra do Meio, a “Morte” só “mata” a Luz em nós!

A Luz em nós é a nossa “história sócio/pessoal”, que papa e mama nos vão

contando à medida que vamos crescendo, que as escolas e professores ampliam,

e que nós vamos formatando de acordo com nossas preferências,

nosso “eu”.

Porém, somos seres de “dupla-natureza”, Luz e Escuro (luz negra).

Vivemos também no Reino do Escuro,

em nossos “Sonhos da Noite”, porém negamos a realidade

dos Sonhos da Noite, classificando e qualificando a “vida” lá dentro,

de “apenas sonhos”, “bobagens”, “recalques”, “lixo mental”, etc.

Luz e Escuro são dimensões “complementares”,

de diferentes essências,

porém “interligadas e complementares”!

A Luz sempre recebe o Escuro complementar devido em seu redor, pleno, completo,

para encaixarem-se, numa relação de amor e consciência.

A relação de amor e consciência entre a Luz e o Escuro em nós,

nos leva ao “Meio”, balanço,

equilíbrio entre a Luz e o Escuro em Nós.

Se conseguimos “balancear” o Escuro e a Luz em nós,

então nos “sustentamos” no “Meio” de nós mesmos,

uma região “não-espacial e não-temporal”,

que alguns chamam de “espírito”, mas que distorcem

o conceito quando colocam o “espírito” para o “depois da Morte”!

No “Meio”, não há Morte!

No “Meio”, a Morte vira Porta que dissolve

a separação entre a “Luz e o Escuro”, entre este lado e os sonhos da noite!

Porém, quando a Luz rebaixa o Escuro para a categoria de “Trevas”, “Sombra”,

“inconsciência”, “demônio”, “ignorância”, “selvagem”, “sinistro”,

e procuramos então “fugir” dele, “negá-lo”, rejeitá-lo”,

então passamos a perceber e ter consciência apenas

da “sombra” da Luz em nós,

tudo aquilo que não gostamos em nós,

que rejeitamos, que negamos!

A “sombra” não é o Escuro!

A “sombra” esconde atrás de si o verdadeiro Escuro,

nosso Escuro amado,

nossa outra dimensão,

nossa vida no Reino dos Sonhos da Noite!

A “Sombra” se forma em nós porque a Luz que nos alimenta é ainda muito “imatura”,

pensa que ela é o “Deus” único, a “verdade”,

e assim começa a “cagar” regras e estabelecer

“padrões e referências” para as

virtudes, belezas, inteligências, etc!

Ao sermos impactados por esses “padrões e referências”,

nos sentimos insuficientes, aquém, diminuídos,

e passamos a procurar de alguma forma,

coisas e poderes para nos compensar,

carregando sempre conosco essa “sombra” maldita que

nos lembra sempre que “não somos bonitos”, “não somos bons”,

“não somos virtuosos”, etc

Porque vivemos nossa vida toda só “dando” alimento para nossa metade Luz, e

“negando” alimento para nossa metade Escuro, inclusive nunca

reconhecendo nosso Escuro como natureza independente,

e sempre fugindo, condenando, negando e tentando eliminar o Escuro em nós,

tarefa impossível,

terminamos morrendo porque a Morte “come” a Luz em nós,

e não aprendemos a viver, sentir, pensar e ser também pelo Escuro.

Não conseguimos nos “sustentar” em nosso “eu” de Escuro, e assim,

quando Dona Muerte “come” a Luz em nós,

morremos!!

A “Morte” não pretendia nos “matar”!

A “Morte” é apenas o “encontro” inevitável que todo ser que “nasceu”,

deve comparecer!

Quando “nascemos”, nascemos dos dois lados,

nos abrimos para viver e experienciar dos “dois” lados,

no lado da Luz, e no lado do Escuro, Luz Negra,

para um dia re-juntar esses dois lados que se re-abriram no nascimento.

A Morte é a re-junção inevitável, indispensável e necessária para

que possamos juntar nossas infinitas vivências e experiências

complementares que desfrutamos no lado de cá e no lado de lá!

A Morte é tão bela e tão amada como é o Nascimento!!

Nascemos para poder nos re-equilibrar!!

A Morte é a Porta-Equilíbrio,

uma corda que temos que andar sobre,

atravessar!

Se não estamos em equilíbrio,

caímos e não passamos a Porta Morte,

tendo que voltar a nascer e re-desdobrar-se de novo,

e tentar de novo!

Temos que aprender a Morrer e passar a Porta da Morte,

ou então vamos “entupir” esse Mundo de gente!!

Todos os animais estão na “fila” para adentrar o Reino Humano,

mas já faz séculos que não “abrimos” espaço para eles!

Estamos numa Roda Circular cada vez mais pesada e complicada!

Não querer a Morte é sinal claro de “incompreensão” da Vida!

O “Par” da Vida não é a Morte!!

O “Par” da Vida é a “Vida nos Sonhos da Noite”!

Vida Desperta e Vida nos Sonhos da Noite são ambas “reais” e extraordinárias!!

O “Par” da Morte é o “Nascimento”!

Nascimento e Morte são ambos extraordinariamente maravilhosos!

Se queres experienciar um dia sua Morte sem medo,

tens que procurar equilibrar seus dois lados,

Vida Desperta e Vida nos Sonhos da Noite!

Mas hoje sequer conseguimos “lembrar” de nossos sonhos da noite!!

A Ilha da Ambidestria vai te ajudar a entender que,

para equilibrar e vivenciar nossos “dois” lados, nossas duas naturezas,

Luz e Escuro, este lado da vida e os sonhos da noite,

temos que primeiramente,

recuperar nosso equilíbrio físico,

que perdemos completamente ao

nos tornarmos não-ambidestros, destros ou canhotos!!

Este é o caminho que chamamos na Ilha de Caminho do Invertido,

que é “inverter” sua mão ao fazer as coisas da vida,

escrever, pentear-se, fumar, lavar a louça, limpar o culo,

chutar a bola, etc.

A Ilha acredita que, devagarinho e sempre,

esse caminho leva você a seu “Meio”,

ao equilíbrio,

ao Meio da Ilha,

à Terra do Meio,

destino original de todo ser humano!

Esse caminho também leva você a ir cada vez mais se lembrando

de seus sonhos da noite, que vão se transformando em Sonhos Lúcidos,

sonhos que nos ajudam a “encaixar/balancear” nossos dois

lados, nossas duas naturezas complementares.

Que a Morte chegue, mas que Você não Morra!!”

(Sir Bob Laugh)